31 de outubro de 2011

(99)

Oh furor incontido! Que faz-me renascida para a eterna novidade do mundo, eu o saúdo com toda a glória que um ser preenchido de plenitude pode dispor! Estar vivo e ter consciência de tal condição me remete a uma desconexa rede compilatória de paradigmas e certezas absolutas e absurdas! Alguns momentos se desprendem da realidade tão abruptamente que me põem assim, num estado onde a massa e a aceleração resultam em uma espontanea inércia. Um caos formado e organizado dentro de teias sinápticas, onde íons e quimiorreceptores se embarralham, perdendo suas rotas de polarização num balé desritmado. Eu parada, olhando, ouvindo e desacreditando de minha própria sanidade. Derretendo psicoorgasmáticamente, um livro na mão, e um peixe nos olhos!