21 de maio de 2011

Inferno Astral

20 de maio de 2011


Inferno Astral

18 de maio de 2011


Hj o dia amanheceu cinza... e eu me lembrei do céu de São Paulo.
As buzinas no semárofo da Rua 12 de Outubro, 

a garoa fina molhando gota a gota o capus da blusa,
o vento frio rasgando o rosto,
o rosto,
o gosto de café na boca,
a boca comprando um bilhete apressado.
As pessoas apressadas,
a pressa das pessoas.
A estação da Lapa e suas catracas girando, girando e girando em todas as direções.
Para todos os lugares, possíveis e imagináveis. Cabíveis em um bilhete de papel.
O bosque coberto de orvalho e fuligem que sempre tinha um tempo pra me olhar,
e eu para ele.
As vezes penso que São Paulo nunca mais será o meu lugar, apesar de saber que ele estará sempre me esperando.
A ponte sobre a marginal Tiête, me parece tão distante como Londres,
e assim como Londres,
não me lembro se já estive lá.

Hoje o dia amanheceu cinza,
e me lembrei de um lugar,
onde o cinza também é cor de céu.

17 de maio de 2011

La fortuna ti arriverà in un villaggio?
Portare il pane la mattina
Il coltello e il formaggio, o forse ...
Per dare a me la gioia ... per farmi entrare
Tutto il resto della giornata ... il mio caffè, la mia cena
Il mio mondo tutto

16 de maio de 2011

Há de haver



Já não há castigos para os pecados do passado.
E há de haver um dia em que já não haverá passado.
Já não haverá futuro.
Haverá-se-á aquilo que já há de estar:
Presente, ama-lo-eio, até quando permitir-me.


7 de maio de 2011


Se eu não decidir o que é cedo ou tarde, penso em qualquer desculpa pra quando chegar

.

2 de maio de 2011

Plaft


Olhando assim, ninguém diz que está quebrado.
Tinha que ver muito de perto pra saber, tinha que tocar até.
E faz tempo que não deixo, porque não interessa a ninguém, além de mim.
E mesmo eu, não posso fazer mais nada agora. 
Quebrou, partiu. 
Mas, a vida segue e a gente segue como se estivesse inteiro.