18 de maio de 2011
Hj o dia amanheceu cinza... e eu me lembrei do céu de São Paulo.
As buzinas no semárofo da Rua 12 de Outubro,
a garoa fina molhando gota a gota o capus da blusa,
o vento frio rasgando o rosto,
o rosto,
o gosto de café na boca,
a boca comprando um bilhete apressado.
As pessoas apressadas,
a pressa das pessoas.
A estação da Lapa e suas catracas girando, girando e girando em todas as direções.
Para todos os lugares, possíveis e imagináveis. Cabíveis em um bilhete de papel.
O bosque coberto de orvalho e fuligem que sempre tinha um tempo pra me olhar,
e eu para ele.
As vezes penso que São Paulo nunca mais será o meu lugar, apesar de saber que ele estará sempre me esperando.
A ponte sobre a marginal Tiête, me parece tão distante como Londres,
e assim como Londres,
não me lembro se já estive lá.
Hoje o dia amanheceu cinza,
e me lembrei de um lugar,
onde o cinza também é cor de céu.
17 de maio de 2011
16 de maio de 2011
Há de haver
7 de maio de 2011
2 de maio de 2011
Plaft
Olhando assim, ninguém diz que está quebrado.
Tinha que ver muito de perto pra saber, tinha que tocar até.
E faz tempo que não deixo, porque não interessa a ninguém, além de mim.
E mesmo eu, não posso fazer mais nada agora.
Quebrou, partiu.
Mas, a vida segue e a gente segue como se estivesse inteiro.
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