29 de dezembro de 2010
21 de dezembro de 2010
16 de dezembro de 2010
Despedida
Se é preciso começar...
Começo me despedindo,
e se despedir-se no início parece contraditório, digo a quem ousar no ócio dos momentos gozar deste, como se o próprio fosse: Que a despedida se inicia tão logo o momento em que se chega!
Hj, assim como ontem, e antes... carrego os vermes infames a devorar-me, a voz que não se cala e os olhos que não se fecham.
Hj, assim como ontem, e antes... Tenho pensado e vívido momentos que nunca previ, não consigo prever nenhum dos meus passos, nem prevejo minhas palavras, o que me brota ou invade independe de mim.
Hj, assim como ontem, e antes... estou sentada a derramar dos olhos o castigo que não consigo pagar.
Hj, assim como ontem e antes... sinto o mesmo gosto amargo na boca e o aperto no peito de quem hoje, assim como ontem, vive como antes.
E pq ainda me admiro com coisas como estas, a busca incessante que nunca cessa, e pq ainda me admiro com coisas como estas, mais uma vez e outra e sempre como a anterior.
Fugir...Não é o lugar onde estou ou qntos momentos eu consigo registrar, não são as pessoas a minha volta, não é meu cabelo ou minha conta no banco, não são as fotografias que eu tenho no meu albúm, não é a cor dos meus sapatos, se são altos, não é meu esmalte borrado ou meus livros mofando em uma prateleira que eu já não sei onde fica, onde foi, onde é... Não é a grama verde do campus, ainda úmida das chuvas de ontem, Não é o lugar, não é o momento, não é a tristeza segurando com as duas mãos minha garganta, não é a música que toca no quarto ao lado, não é o quarto, ou quem está nele, não é o lado, não são as pessoas que chegam e se vão de minha vida, e se chegam não ficam e se vão não voltam, não é a cesta de bombons e o cartão deixados na porta do quarto, não é o fingir, o fugir, o mentir, o sorrir, não é assim como passa o vento quente dos dias quentes da vida fria que se esquenta no meio fio de uma rua sem pessoas, de uma casa sem pessoas, de uma história de pessoas que começa sem começo e termina sem final.
De novo?
Fugir!
Não há razão, não há contexto,
não há samba que se preze, que lamente meu lamento,
não há reza que se reze, que alivie meu tormento.
Não há verso, prosa, ou poesia.
Não há beijo ou abraço de amigo.
Amigo...Ah!!!
De novo?
Amigo!
Onde estão minhas fitas de cetim, dei-me cá minhas sapatilhas que quero vesti-las e girar, girar e girar, pela sala, pela casa, pela rua...
Qnt mais o carbono risca o papel, mais doe em meu peito, as dores que risquei.
E cada segundo vivído, é um segundo perdido por um lamento...
E cada lamento... cada giro... cada abraço... cada beijo, cada despedida...
Hoje assim como ontem e como antes...
Não aconteceram!
Não aconteceram!
Não aconteceram!
13 de dezembro de 2010
O Buraco Do Espelho
... Está fechado
No lado de lá onde eu caí.
Pro lado de cá não tem acesso,
mesmo que me chamem pelo nome,
mesmo que admitam meu regresso,
toda vez que eu vou... a porta some!
A janela some na parede...
A palavra de água se dissolve...
Na palavra sede, a boca cede...
Antes de falar, já não se ouve...
Já tentei dormir a noite inteira...
Quatro... Cinco... Seis da madrugada...
Vou ficar ali nessa cadeira, uma orelha alerta, outra ligada.
... O buraco do espelho está fechado, e agora eu tenho que ficar agora, fui pelo abandono abandonado, aqui dentro do lado de fora.Arnaldo Antunes
16 de novembro de 2010
31 de outubro de 2010
30 de outubro de 2010
26 de outubro de 2010
17 de outubro de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)









.jpg)
.jpg)

